domingo, 8 de julho de 2012

Cadê o RN que estava aqui?



Um belo dia acordo com o chorinho mais delicioso do mundo (tá que eu tava bebum de sono, ainda sonhando, com um olho aberto e o outro fechado) levanto no susto, vou pegar o bebê que ta no carrinho do lado da minha cama e, opa! Quase não consigo levantar aquele serzinho, gordinho, cheio de dobrinhas, bochechudo, todo agitadinho....cadê o RN que eu vi nascer???

Você ouve a gravidez inteirinha que o tempo voa, que eles crescem rápido, que tem que aproveitar cada segundo, que você acorda um dia e ele já ta pedindo a chave do carro...e você simplesmente não acredita, porque os meses, ou melhor, as semanas da gravidez não voam, andam de tico-tico. Aí você pensa “capaz que quando o baby nascer vai ser diferente”, mas é. 

Não consigo acreditar que já se passaram mais de dois meses que o Pablinho nasceu, que há mais de um mês deixou de ser recém-nascido, que já ta quase usando fralda M, que já deixou pra traz a maioria das roupinhas P, que já tomou várias vacinas, que já tem um pediatra pra chamar de seu e o mais gostoso: já dá risadinhas quando me vê, quando vê o papai (e para outros familiares tbm, é simpático), segue a gente com o olhar, já solta sonzinhos, gritinhos, meche os dedinhos, faz bagunça com as perninhas na banheira...delícias que me deixam apaixonada todos os dias.

Mas aí você pensa que é assim, vida de margarina all the time. Não, cara leitora, tem sim o lado punk da história. Faz também mais de dois meses que você não sabe mais o que é dormir direito, o que é almoçar/jantar/comer qualquer coisa com calma, que você só escova os dentes quando dá, que só toma banho quando o marido chega em casa (quando não está com mais sono que sujeira), que só penteia o cabelo quando passa por um espelho (quando não passou correndo pra pegar o baby que chora no berço) e outros luxozinhos do cotidiano.

Mas quer saber?! Tudo isso você apaga, ou pelo menos coloca lá no fundo, do tipo que fica abaixo do zero na lista de grau de importância. É aquela velha frase batida e repetida, “tudo compensa”. E compensa mesmo, tanto que ao mesmo tempo que vi o meu pequeno grande baby desse tamanhão e me assustei, me peguei na culpa, a culpa do “será que aproveitei? Será que dei beijinhos, colinhos, carinhos suficientes quando ele era mais pititico? Será que o sono e o cansaço me impediram de curtir mais o comecinho dessa aventura? Será???? Será que dá pra voltar um pouquinho só praquela primeira semaninha, só pra matar a saudade? E depois voltar pro hoje e apertar esse bebê cheio de dobrinhas? Hum? :P

2 comentários:

  1. Meninaaaa o sentimento por aqui é exatamente esse!!! O tempo tem voaaado e me aperta o coração essa angústia de não ter curtido tudo o que deveria...Umpf
    Mas assim como durante a gravidez... depois que a fase acaba por mais que vc tenha aproveitado acho que sempre vai ficar esse sentimento de "podia ter tirado mais uma fotinho, dado mais um carinho, cheirado mais um pouquinho"...

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  2. Menina, também acho, esse sentimento sempre vai existir né?! O tempo voa, mas também é uma delícia ver o quanto eles mudam, se desenvolvem...obrigada pela visitinha!

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