terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os outros 9 meses

Na verdade já são dez, rs...

O blog ficou parado um tempo justamente por falta de tempo dessa mãe aqui, e também por não saber o que de fato deveria publicar por aqui (medo de expor demais, de menos e acabei não expondo nada).

Voltemos então, firme e forte, ou quase - baby teve febre, diarréia e ainda não tá 100% e eu, bom, devo estar uns 30%, rs, mas só de ver ele melhorzinho já vale as horas não dormidas das últimas noites.

Hoje o pequeno fez 10 meses, eu, mega feliz, já é quase um rapaz! Mas tenho um texto guardado aqui no blog que escrevi quando ele completou 9 meses e achei bom publicar logo, antes do aniversário de 9 anos, :P

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Os outros 9 meses

Foram nove meses gestando, engordando, "ansiendando", pirando, comprando, contando, sonhando e hibernando. Até que nasceu o que há de mais lindo na minha vida, meu amor maior, meu filho, que completou 9 meses.

E o que eu vi nesses 9 meses de gestação fora do corpo? Porque sim, a sensação é essa, a barriga saiu (não completamente), mas o baby continua aqui, grudadinho, aninhadinho, seja mamando, seja pra acalmar, seja pra puxar os cabelos da mãe ou simplesmente pra aconhegar no meu colo, olhar nos nossos olhos e dar risadinhas mil, amooooo.

Não sei nem por onde começar, mas posso afirmar com contrações, urros e clamando pelo anestesista, rs,  que há exatos nove meses vi a maior aventura da minha vida começar. Meu gatinho sempre foi um bebê calminho, bonzinho - nos limites que um bebê pode ser. Claro que teve muito chororô nos primeiros três meses, teve a fase de macaquinho que não se desgrudava das mamadeiras da mamãe (só pra constar que essa fase vai e vem constantemente), teve umas cólicas aqui e outras lá, teve uma otitezinha, um resfriadinhozinho, um tombozinho com galozinho (culpa do pai, que fique claro, rs) e pra tudo isso o que teve muito foi colinho da mamãe.

Isso porque já estou vendo que a fase do "quero ir pro chão mãe" está bem próxima e sim, aqui está o meu conselho: dê colinho, dê beijinhos, dê carinho e afago, porque eles precisam, faz bem, pra eles, pra nós e pro mundo.
(Não estou dizendo pra ficar all day com baby pendurado, porque não há coluna e cansaço que aguente. Mas dar amor em livre demanda, porque vai chegar a hora do "pára mãe" e vai bater aquela saudade...)

(...) voltando à retrospectiva dos 9 meses...lembro como se fosse ontem os primeiros dias em casa, cansativos, estafantes, mas a felicidade tava lá, lá, lá atrás do sono, das olheiras, dos hormônios em montanha-russa e aparece sempre quando você pega aquele serzinho pequenino, olha naqueles olhinhos que te olham fixamente e pensa "então era você esse tempo todo", "era você que estava na minha barriga" e aí parece que conhece ele há tempos, desde sempre e como se eu estivesse esperando por ele sempre. Essa foi a sensação quando o peguei no colo logo que nasceu e ele olhou nos meus olhos como se me conhecesse - e eu também.

Os primeiros meses se resumem a uma "doação pura", o tempo inteiro e uma aceitação de que: maior que o seu cansaço é o quão perdido seu filho está . Ele chegou nesse mundão estranho, barulhento, cheio de estímulos, rostos que ele nunca viu, um espaço que ele nunca sentiu, necessidades que ele nunca se preocupou e que sim, ele precisa de você, precisa da mãe. Ok, ok, e do pai também, claro. :)

Aí, num belo dia, por volta dos 2 meses, numa madrugada em claro, com bebê sem sono, você sem energia, ele te dá o maior sorriso, olhando nos seu olhos. Pronto, uma recarregada pra aguentar o tranco. É uma sensanção avassaladora.

Depois vem os primeiros movimentos conscientes de pegar um brinquedo, pegar no seu rosto, colocar tudo na boca. Pablo sempre observou muito, ficava atento a todos os movimentos, desde muito novinho, sempre tive a sensação de que olha dentro dos nossos olhos e quando isso acontece acompanhado de um sorriso, acaba comigo.

É incrível, parece que até ontem meu pequeno era um RN, um bebezinho que fazia seus movimentos de braços e perninhas, deitadinho, olhando tudo e de uma hora pra outra foi aprendendo tanta coisa, sentou, rolou, ficou em pé e aprendeu a pegar tudo. Parece que entende tudo o que falamos, rs, uma graça. Adora uma farra. Sente mil cócegas e já chama mã-mã-mã-e (sim, até o "e" no final bem enfatizado). É de deixar essa mãe aqui abestalhada.

Cada conquista dessas foi uma lágrima do rosto dessa mãe. Pode parecer piegas, mas é verdade, e digo pra você que isso resume muito esses 9 meses, lágrimas. Lágrimas de emoção, de felicidade, de cansaço, de falta de sono, de se sentir presenteada todos os dias por acordar e ver essas buchechas lindas, os sonzinhos (dá-dá-dá) mais deliciosos, lágrimas por não conseguir dar conta de tudo (filho, casa, trabalho, casamento), lágrimas de gratidão todos os dias por ter essa pessoinha ao lado, lágrimas por admirar como a natureza é perfeita, como é mágico gerar uma vida, alimentá-la de você (desde a barriga e depois que nasce), de poder ensinar coisas boas, participar de suas descobertas (desde quando descobriu o pézinho), lágrimas por se achar culpada, por tudo, lágrimas de dúvidas, do peso da responsabilidade, do medo futuro, da incerteza, da certeza, do merecimento desse amor, lágrimas de amor... com certeza, lágrimas de amor.

Só sei que é intenso demais, que ser mãe é hard.

E que estou amando meu pequeno como nunca imaginei ser capaz.

E que nesses 9 meses descobri também que a palavra organização não sai da minha cabeça, que me faz falta, que ainda não aprendi/descobri/inventei um jeito de dar-conta-de-quase-tudo. E tenho um baita medo dessa exaustão me atrapalhar e me fazer curtir menos cada fase desse bebezinho quase "zão".

Na dúvida, enquanto isso, pego no colo, beijo, beijo, beijo, beijo e tiro muita foto.

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